segunda-feira, 20 de julho de 2009

O que é? O que são?

O que são as lagrimas se não a esperança de sorrir,
O que é a dor se não o verdadeiro alivio,
O que é um tapa se não o desejo de um beijo
O que é uma ofensa se não à-vontade dizer um eu te amo,
O que é um adeus se não um ola,
O que são as vitimas se não culpadas,
O que seria do elemento humano se não houvesse contradição?
Reberth Silppo

Eu

Sempre pensei que seria assim.
Até que a morte nos separe. E ponto final.
Mas muito pelo contrario. Até que a vida nos separe.
Quantos de nós estamos ainda em vida mais separados do que unidos?

Reberth Silppo

Divina

A alma é divina
A ignorância também
A beleza é divina
A alegria também
O amor é divino
O laço também.
Divino é ser amado por divina, e divina é sempre alegre por que é bela e uma vez bela é sempre ignorante, por que tudo que é belo é inexplicável. E ela sendo um ser inexplicável torna-se um ser de alma divina. E tendo uma alma divina não há laço que nos desuna.
Reberth Silppo

domingo, 19 de julho de 2009

Eu

Estar com uma família é amável, fazer parte de uma é tudo e construir a sua própria família é inexplicável.

Reberth Silppo

Posso tudo - Tudo posso

Posso sentir
Posso ver
Posso ouvir
Posso voar
Posso viver
Posso brilhar
Posso tudo
E tudo eu posso
Mas não posso
Sozinho amar
Amar sozinho eu só posso
Se fosse único, se único eu fosse
Mas sou vários e sendo vários
Tenho a obrigação de espalhar o
Meu amor.

Reberth Silppo

sábado, 18 de julho de 2009

Poesias do meu Eu

Ah! Como é gratificante sentir
O balançar do barquinho
Este vem e vai, vem e vai

Vejo daqui toda minha terra
Vejo daqui Contarinidai
Vejo daqui praça de São Marcos

Quero mais do que isto
Quero sentir, quero ver e ouvir
Quero quem me quer

E Dorsoduro já não me quer mais
Quero ponte Rialto quero andar
E de lá navegar

E deixarei de existir onde não existo mais.

02-05-1818
Página 16
Do livro: Poesias do meu Eu
Heterônimo Emiliano Costa

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Felicidade

Um simples ato nos transforma
E a felicidade transborda.
Um simples sorriso cativa
Um simples oi, nos alegra
Um simples abraço nos a conforta
Um simples gesto nos anima
Mas um beijo nos modifica
E a felicidade transborda sem dizer de onde veio ou para onde vai.
Reginaldo Silva Poso

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Eu

Amizade é como uma perola muito valiosa e que às vezes necessita de uma lapidação para que continue sempre brilhando.

Reginaldo Silva Poso

Sabotagem

Sabotagem todos são capazes disso. Mas alguns pegam mais pesados do que outros. Como aqueles que desejam vingança. Como aqueles que desejam ter um amor. Ou aqueles que estão determinados a destruir pontes. E também tem aqueles que simplesmente querem alguma coisa:
- Queria que papai morasse aqui para me colocar na cama.
Alguma coisa que pertence à outra pessoa.
Reberth Silppo

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Lembranças

Perguntei assim:
-Por que choras?
Me responderam assim:
-Por que dói.

Perguntei assim:
-Por que dói?
Me responderam assim:
-Por que lembro.

Perguntei assim:
-Por que lembra?
Me responderam assim:
-Por que pergunta.

Perguntei assim:
-Pergunto por que, choras e dói e a lembra.
Me responderam assim:
-Por que a lembrança pode ser uma faca que feri.
Reberth Silppo

Histórias e Histórias o que são?


Quanto tempo levamos para escrever uma história? Quanto tempo levamos para reescrever uma historia? Às vezes queremos magoar quem nos magoou. E também às vezes só queremos nos poupar de alguns constrangimentos. Ou ainda evitar que outro sofra sem necessidade. É claro que a alguns que acham que reescrever a historia é outra forma de mentir. Mas o que seria uma história? Um emaranhado de mentiras que se encaixam, ser outro e vestir-se de sonhos, ou uma omissão?
Regberth Silppo

Eu

O pintor, escultor, poeta, cantor, ator e amor não têm sexo. A arte não tem sexo, já o pintor,escultor, poeta, cantor e ator tem alma. Alma esta que por sua vez é mais do que artística.

Reberth Silppo

terça-feira, 14 de julho de 2009

Eu

Às vezes escrevo por escrever e às vezes escrevo para viver.

Reginaldo Silva Poso

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Eu

Irmãos quem não os quer bem
Quem não os quer por perto
Quem não os ama
Eu os tenho e são o meu viver a minha fonte, meu paradeiro meu entender.
Anjos que me iluminam e me faz progredir.
Reberth Silppo

Às vezes 2

Às vezes quero amar
Às vezes quero dançar
Às vezes quero voar

Às vezes quero tudo
Às vezes nada quero
Às vezes eu fico assim, nas vezes

Às vezes sou tomado pelo querer
Às vezes sou tomado pelo não querer
Às vezes me questiono. Até quando vou ficar nas vezes?

Às vezes eu pareço estar dormindo
Às vezes eu pareço estar acordado
Mas nem às vezes eu consigo entender.

Reginaldo Silva Poso

A sabedoria condena e a ignorância liberta

Sou uma prostituta exclusiva dele, mas ele não me impede de trabalhar, tenho que ganhar meu próprio dinheiro também. Não tive outra escolha, dizem que sempre temos mais do que uma opção. Não discordo. Eu tinha duas. Morrer ou viver. Secar de fome e não ter nem a onde dormir e passar frio e drogar-se até meus miolos ferverem e tornar-me um viciado cretino sem eira nem beira. Ou vender-me e guardar o dinheiro da prostituição para melhorar de vida mais tarde.
Dessas duas opções eu escolhi viver, mesmo que tivesse que transar com homens, brancos, negros, morenos, gordos, magros pobres, ricos sujos ou limpos, mas estava na cama com eles por que eu quis e não por que eu era obrigado como muitas vezes aconteceu comigo desde menino. Nenhuma dor é maior do que as que eu senti meu próprio pai violentando-me, machucando meu coração que sangrou de mais por muito tempo, Deus me perdoe, mas é assim que eu quero viver da prostituição que só a mim, faz mal.
Os dias foram passando o passado era realmente um corpo morto que enterrei. Eu quero mais é viver. Na noite em que comemorei meu aniversário foi tudo muito bom, bebidas a vontade, música e homens bonitos, não foi nada libertino, mas com certeza os filhos de Deus jogar-nos-iam pedras, como sou filho do mundo, não tenho a consciência pesada e sim livre. A sabedoria nos condena e a ignorância nos liberta. Não pensei duas vezes e fiz um bis, dei mais uma festa que foi um show.
Página 28
Pequeno fragmento do livro: A sabedoria condena e a ignorância liberta
Leônidas Suzantchis
Heterônimo de Reberth Silppo

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